Como se proteger na internet?

Estamos cada vez mais conectados, conforme o tempo passa por opção ou necessidade, nos adaptamos a utilizar a tecnologia na maioria de nossas atividades diárias. Essa lógica conecta uma grande parte da população mundial, desde simples usuários até pessoas de má índole, que usam da internet para fraudar e furtar dados.

Diariamente, somos bombardeados com e-mails de spam e “phishing”, mas nem sempre sabemos o que são e como identificar esse tipo de mensagem, por exemplo, o phising é uma técnica de engenharia social utilizada para enganar os usuários e obter suas informações confidenciais. Assim, desinformados podemos cair facilmente em situações como essa apenas com simples clique.

Com a evolução da tecnologia, os esquemas dos “ladrões virtuais” também se aprimoram, atualmente, é comum observar a prática da utilização de ferramentas ou informações que já estão disponibilizadas na internet, na maioria das vezes, por nós mesmos. 

Caso o foco seja você, eles irão tentar conseguir essas informações de diversas maneiras, sejam por meio de pesquisas em ferramentas onde você costuma disponibilizá-las online como as redes sociais ou apenas tentar fazer mais “phishing” com você ou seus amigos e colegas.

A pergunta mais importante é: Como se proteger em meio a essa “caçada” virtual sem se privar totalmente? Enquanto você apenas quer compartilhar alguns memes ou comprar algo novo pela internet? 

Trazendo uma definição mais explicativa, o ato do phishing (termo em inglês que se refere a fishing, em português pescaria) é o ato de jogar “iscas” para vários usuários esperando até que um “morda”, como acontece literalmente em uma pescaria. 

Utilizando de engenharia social em suas mensagens, eles induzem o usuário a acessar um link para ganhar algo ou passar uma informação que, pode ser utilizada para lesar a pessoa ou também esses dados coletados podem ser armazenados para utilização futura.

Abusando de conhecimentos gerais que todos passamos no dia a dia, como a dificuldade de locomoção em uma área ou cidade, dia de vencimento de contas, ou até mesmo calamidades etc. Eles costumam a “forçam a barra” com o único intuito de tentar fazer você não pensar no mundo “fora da mensagem” e suas preocupações, o que acaba deixando muitas vezes o usuário aflito e nervoso, aumentando as chances de levar ao erro, que consequentemente, vira uma dor de cabeça, quando não acaba por gerar uma grande perda monetária para o indivíduo. 

Infelizmente, em 2020, pelo relatório de estatísticas de Phising e Spam da Kaspersky, foi constatado que os usuários brasileiros são os que mais caíram nesse tipo de esquema. Em partes, isso é causado pela péssima educação tecnológica que temos em nosso país, ainda existem muitas pessoas que acham essa “etiqueta tecnológica” uma besteira e outras nem sequer tem ideia da importância de um aprendizado tecnológico. 

Ademais, se tivéssemos mais pessoas conscientizadas, com certeza, esquemas e fraudes virtuais como o phising não seriam um grande problema por aqui.

Atualmente, não existe nenhum “tutorial” para diferenciar uma fraude de um documento real, porém existem sim, alguns pontos que podemos nos atentar para verificar se recebemos algo real ou se apenas estão tentando enganar e roubar nossos dados. 

  1. Boleto bancário via e-mail

Hoje em dia, a maioria dos usuários que contratam serviços de telefonia/internet já devem ter recebido alguma conta falsa ou um e-mail praticamente igual ao da sua operadora ou de outras que existem em nosso país.

Neste caso é de extrema importância verificar seus dados na contavalor totalvalor por serviço, ou melhor ainda, caso seja uma opção para você procure deixar suas contas desses serviços em débito automático! 

Um detalhe muito importante que muitas vezes acaba entregando a farsa são os erros de português! Sim, muitas vezes os conhecidos scammers trabalham sozinhos ou em pequenos grupos, deixam falhas muito perceptíveis a qualquer um que leia com calma as informações contidas. (Vale a atenção para cartas físicas também, durante uma época foi comum esse tipo de fraude utilizar dos correios para entregar boletos falsos.)

Usar dos meios digitais cedidos é sempre uma boa opção! A maioria das empresas que tem um sistema de pagamentos mensais, já contém seus próprios aplicativos que permitem retirar boletos e segundas vias autenticas, além de conferir as contas e pagamentos a serem realizados ou aqueles que já foram feitos. 

2. Sites Falsos

Um dos casos mais frustrantes para o usuário que é vítima desse tipo de fraude, é quando você vê uma promoção, não muito absurda, daquele produto que você está a meses esperando um ajuste de preço, até então parece estar tudo certo, você escolhe e faz a sua compra.

E então começam os problemas, além desse valor da compra poder sair da sua conta bancária na hora, seu cartão pode e provavelmente será clonado. E agora?

Para evitar esse tipo de fraude, vale ressaltar que as mesmas precauções da fraude do e-mail, podem e devem ser tomadas em ambos os casos, procurar erros de português e conferir os dados presentes no site como o logo, nome da empresa etc. são bastantes indispensáveis ao fazer compras online, principalmente se você desconhece a ferramenta ou a pessoa que te passou essa “promoção”.

Entretanto, nesse caso existe mais uma ferramenta ao nosso lado, o link do site! Como cada um deles tem sua própria URL, ou seja, seu domínio único, fica mais fácil de perceber a enganação, sempre se questione quando for realizar grandes compras ou aproveitar grandes promoções, verifique o link e o pesquise no google, é uma ferramenta que constantemente da aquela ajuda para confirmar se é o site correto.

Site falso:

Site real:

Facebook Falso:

Exemplo de promoção falsa, utilizando o aniversário de 20 anos do mercado livre para enganar usuários desavisados a passar seus dados de acesso ao “mercado livre”:

O phishing é uma coisa simples, porém está escalado em vários níveis da sociedade, desde um e-mail de spam com aquela “promoção” que você demora para abrir até no link repassado no grupo do Whatsapp pela sua avó. E para evitarmos cair em maus lençóis, só tem um caminho:

Conhecimento!

Como mostrado nas imagens acima, os sites são semelhantes aos oficiais, porém com detalhes que entregam a farsa, se estiver com dúvida procure pelo site no google, confirme a URL do site, posicionamento de botões ou os erros de português, e se ainda restar a “pulga atras da orelha”, peça por uma opinião de outra pessoa, geralmente alguém que não está na sua linha de pensamento provavelmente conseguira te ajudar a perceber a farsa logo de cara!

Busque sempre estar atualizado e informado sobre segurança tecnológica, isso pode salvar sua vida e seu bolso! 

Gostou deste conteúdo? Compartilhe ele com outras pessoas!

Não esqueça de deixar seu comentário aqui embaixo, sua opinião é extremamente importante para nós.

Redação por: Cauã Crivellaro, processo TI da Mazzola Contabilidade. Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela FATEC de Jundiaí.
Revisão por: Gabriella Silva, processo Contábil da Mazzola Contabilidade. Cursando Ensino Superior em Ciências Contábeis pela UNIP de Jundiaí

2 thoughts to “Como se proteger na internet?”

  1. ótimas informações Cauã. Nos tempos de hoje a informação é a melhor arma para não cair nas armadilhas . Obrigado!

    1. Olá Fernando! Tudo bem com você?

      Muito obrigado por suas palavras. Ficamos muito felizes com o seu feedback. Esperamos ter contribuído de alguma forma.😊

      Gostaríamos de lembrar que toda semana postamos novos conteúdos.

      Um grande abraço da equipe do Blog.Mazzola!😄

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.