CAPITAL DE GIRO – O que é e como gerir?

Ao começar o seu negócio, muitos empresários ficam bastante preocupados com todo o processo burocrático em que envolve a abertura de uma empresa, como a formalização e a aquisição de equipamentos. Porém, o que muitos acabam esquecendo é de dar a devida importância ao CAPITAL DE GIRO, que muitas vezes é deixado de lado pela falta de conhecimento sobre tema, o que ele é e seus benefícios para o seu negócio.

Mas fique tranquilo(a)!

Hoje, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, fique comigo!

CAPITAL DE GIRO, O QUE É?

O capital de giro nada mais é do que a reserva necessária para a manutenção de uma empresa e a garantia de continuidade dela.

O capital de giro é caracterizado como um ativo circulante e não se concentra apenas no caixa, mas também em forma de investimentos de alta liquidez (que podem ser resgatados a qualquer momento), em contas bancárias ou em qualquer outro meio que possa ser facilmente resgatado, a fim de garantir o cumprimento das obrigações de uma empresa, que dentre elas estão:

  • Salários;
  • Impostos;
  • Internet, energia e água;
  • Compra de estoque;
  • Aluguéis.

A empresa também pode possuir outros recursos, como por exemplo: veículos, máquinas e imóveis. Porém, estes não são considerados ativos que possam ser utilizados de forma imediata para custear as operações, pois é necessário tempo para transformá-los em recursos.

QUAL A IMPORTÂNCIA?

Controle das finanças: 

O capital de giro pode e deve auxiliar no controle financeiro do seu negócio. Com ele, é possível analisar as contas a pagar ou receber, além de que, o empresário em que mantém a organização de suas contas consegue enxergar a empresa como um todo, inclusive suas principais necessidades e oportunidades.

  1. Análise e alerta de riscos para o seu negócio:

Outro ponto muito importante sobre o capital de giro é a possibilidade que ele te dá para analisar e consequentemente sinalizar os riscos financeiros da sua empresa. Além disso, também é possível pensar e desenvolver estratégias por meio de uma análise geral dos seus resultados.

  • Segurança:

Antes de qualquer coisa, o capital de giro trará SEGURANÇA para o seu negócio. Em casos de imprevistos, ou até mesmo situações tão inusitadas como a da pandemia que estamos vivendo, é a sua reserva que vai assegurar as atividades da empresa. Aderir ao capital de giro é fundamental para a saúde financeira da sua empresa.

Além desses pontos importantes, também podemos citar: o capital permite que você tenha conhecimento sobre o melhor momento e prazo para realizar suas compras; ajuda a manter as contas do ativo e passivo em equilíbrio e permite também que você possa criar riquezas na sua empresa de longo prazo.

Agora que sabemos o que é e qual a importância do capital de giro, você pode estar se perguntando: Mas quanto é preciso para tê-lo?

COMO CALCULAR O CAPITAL DE GIRO NECESSÁRIO:

Antes de começar qualquer cálculo, é necessário que você faça o levantamento de algumas informações. Você precisará ter as informações em mãos de quanto a sua empresa possui nas seguintes contas:

ü Contas do caixa e banco (aplicações financeiras também);

ü Contas a receber (pois elas são o resultado das vendas a prazo);

ü Valor do estoque;

Para o cálculo do capital de giro, existe uma fórmula simples, sugerida pelo SEBRAE, que pode ser utilizada para qualquer tipo de negócio:

Fórmula do capital de giro líquido:

CGL = AC – PC

Sendo: 

CGL: Capital de giro líquido.

AC: Ativo circulante (caixa, bancos, aplicações financeiras, contas a receber etc.)

PC: Passivo circulante (fornecedores, contas a pagar, empréstimos etc.)

Vamos fazer uma simulação com números?

AC = Dinheiro + Estoque + Contas a receber: R$ 160.000

PC = Empréstimos a curto prazo + Passivos acumulados + Contas a pagar: R$ 85.000,00

CGL = AC – PC 

CGL = 160.000 – 85.000 

CGL = R$ 75.000

Esse valor demonstrado seria o mínimo necessário, sendo o ideal multiplicar o seu resultado por 6, visando uma segurança por maior tempo. Na pandemia, foi possível sentir na pele a falta que faz um capital de giro para dar suporte necessário nos momentos de crise.

Por isso, não negligencie esse ponto em que é tão importante para o sucesso do seu negócio. Planeje e tenha o seu capital de giro!

Aqui na Mazzola Contabilidade, orientamos muitos clientes que não possuíam controles sobre o seu capital de giro e hoje conseguem ter suas finanças controladas, tornando-os capazes de enfrentar crises com maior robustez, devido a expertise do nosso time sobre o tema. Nós possuímos serviços de gestão financeira para sua empresa, além disso, consultoria especializada para te auxiliar no planejamento estratégico de seu negócio.

Se tiver alguma dúvida ou interesse, entre em contato conosco e teremos o maior prazer em atender e ajudar a sua empresa.

Ficou mais alguma dúvida? Não a deixe passar, mande ela nos comentários!

Redação por: Juliana Marinho Farias, processo Fiscal da Mazzola Contabilidade. Graduação em Ciências Contábeis pela Estácio.
Revisão por: Gabriella Silva, processo Contábil da Mazzola Contabilidade. Cursando Ensino Superior em Ciências Contábeis pela UNIP de Jundiaí.

Circuit Breaker: Você sabe o que é?

Você sabe o que é Circuit Breaker? Não? Então vem comigo que o post de hoje é para você!

 Vamos começar abordando alguns fatos importantes ocorridos no mês de março de 2020, um mês atípico e com marcos históricos para o Brasil e o mundo.

Em março, nos deparamos com a pandemia da COVID-19 que resultou em lockdown, quarentenas e fronteiras fechadas no mundo inteiro. Um cenário nunca visto antes. Todo o medo que a população enfrentou, refletiu nos mercados financeiros mundiais.

Como consequência, vimos quedas nos preços de todos os ativos operados em bolsa (exceto o dólar, que teve uma alta em seu preço comparado com o real). Toda essa movimentação na bolsa de valores, fez com que um mecanismo da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) fosse acionado, o chamado: Circuit Breaker.

O Circuit Breaker, geralmente acontece em cenários de crise e/ou acontecimentos específicos (bons ou ruins) que deixam em questão o futuro, causando euforia ou incertezas nos investidores.

Este, por sua vez, é acionado quando os preços dos ativos negociados em bolsa, começam a subir ou cair de maneira abrupta. E, com o objetivo de proteger o mercado, rebalancear os preços e acalmar os ânimos dos investidores para que não haja operações precipitadas e por impulso, todas as negociações são interrompidas, ou seja, ninguém pode comprar ou vender qualquer ativo na bolsa.

O mecanismo possui 3 estágios:

  1. Queda de 10% dos preços, em relação ao dia anterior: negociações interrompidas por 30 minutos;
  2. Queda de 15% em relação ao dia anterior: negociações interrompidas por 1 hora;
  3. Queda de 20% em relação ao dia anterior: negociações paradas por tempo indeterminado.

O último Circuit Breaker acionado foi no dia 17/05/2017, conhecido também como: Joesley Day. Outra data histórica do mercado financeiro brasileiro, ocasionado pelo vazamento do áudio do Joesley Batista (dono da empresa JBS) com Michel Temer, presidente do Brasil da época – em assuntos da Lava Jato.

Desde então, os próximos acionamentos ocorreram em março de 2020. E pasmem: foram seis vezes em menos de 2 semanas! Dois deles, em um único dia:

1º – 09/03/2020

2º – 11/03/2020

3º – 12/03/2020

4º – 12/03/2020

5º – 16/03/2020

6º – 18/03/2020

Hoje em dia, este acontecimento não tem tanto impacto no mercado, pois os investidores sabem o que querem e como devem agir. Fazendo com que os preços voltem aos patamares anteriores rapidamente.

Agora você deve estar se perguntando “Ok, mas por que tudo isso agora?”.

Essas informações são SUPER importantes para você poder entender o mercado financeiro, e não se assustar com as quedas e acabar arcando com prejuízos desnecessários pelo desconhecimento.

Apesar do susto, o ocorrido foi uma grande oportunidade, quase única, de comprar boas empresas por valores baixíssimos, e se você já possuía uma carteira de investimentos, foi a chance de realizar o rebalanceamento dos preços dos ativos em carteira!

Agora você já sabe o que deve fazer, não é mesmo? Curta, comente e compartilhe com os amigos!

Fique de olho que logo voltaremos com novas atualizações. Até o próximo post! ☺♥

Redação por: Kethelyn Siqueira, processo Contábil da Mazzola Contabilidade. Graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Paulista.
Revisão por: Daiane Alegro Guido, processo Financeiro da Mazzola Contabilidade. Graduação em Ciências Contábeis pela Anhanguera, e Pós Graduação em Controladoria e Finanças pelo SENAC.

Por que fazer a sua Declaração de Imposto de Renda com um contador?

O mês de março chegou e com ele teve o início da entrega da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física 2021.

Nessa época, é muito comum que surjam muitas dúvidas, como “Quem precisa declarar?”, “Quais cuidados devo tomar?”, “Quais documentos são necessários para fazer a declaração?”, e muitos outros questionamentos.

E é ai que entra o papel do contador!

Fazer a sua declaração com um contador de confiança irá garantir que você NÃO tenha problemas futuros com a Receita Federal e acabe caindo na tão temida malha fina.

Por isso, separamos 5 motivos do porquê fazer a sua declaração de Imposto de Renda com um contador é a melhor opção. Confira abaixo:

  1. Exatidão no preenchimento das informações:

O contador é um profissional que possui experiência na área, tem prática com o sistema da Receita Federal e por isso irá garantir uma maior exatidão no preenchimento das informações da sua declaração.

  1. Cada declaração de IR difere:

Cada declaração de Imposto de Renda difere uma da outra. Existem atualmente, desde de declarações mais simples até as mais complexas. Contratando os serviços de um contador, você evita que algum detalhe passe despercebido ou que alguma informação seja preenchida incorretamente.

  1. Conhecimento nas leis e normas:

O contador possui conhecimento técnico, garantindo que a entrega da sua declaração esteja conforme as leis e normas, evitando dores de cabeça futuras. É importante ressaltar que geralmente há sempre alguma mudança de um ano para outro, por isso é necessário estar sempre atento e atualizado.

  1. Evitar cair na malha fina:

Aqueles que optam por fazer a sua declaração por conta própria, correm o risco de preencherem sua declaração de forma equivocada devido a sua complexidade, fazendo assim com que caiam na malha fina, o que acaba por gerar mais trabalho e estresse, tendo ainda que fazer a retificação.

  1. Tranquilidade e segurança:

Além de todas as vantagens acima já citadas com a ajuda de um contador, você também ganha o aspecto da tranquilidade e da segurança na declaração de seu Imposto de Renda. Tendo em vista que esse profissional tem conhecimento técnico e a experiência necessária e fará a entrega no prazo.

Essas são apenas algumas das vantagens de se contratar um contador para cuidar da sua declaração de IR. Além de se ter um profissional experiente e com um vasto conhecimento cuidando da sua declaração, você acaba ganhando tempo e acaba por evitar futuros prejuízos e dores de cabeça.

Está esperando o quê? Escolha fazer sua declaração com um contador!

Faça sua declaração conosco! A equipe Mazzola Contabilidade possui 47 anos de experiência e conta com profissionais qualificados e de confiança que estão prontos para te ajudar! Entre em contato conosco por meio dos telefones: (11) 4587–2043 / (11) 99253–1549

Ah! Fique atento: não deixe para a última hora! O prazo termina em 30 de abril de 2021!

Confira também os outros textos sobre Imposto de Renda que possam te interessar:

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Não esqueça de deixar seu comentário aqui embaixo, sua opinião é extremamente importante para nós.

Até o próximo artigo! 😉

Redação por: Gisele Rossani, processo Comercial e Marketing da Mazzola Contabilidade. Graduação em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela UNIP de Jundiaí
Revisão por: Gabriella Silva, processo Contábil da Mazzola Contabilidade. Cursando Ensino Superior em Ciências Contábeis pela UNIP de Jundiaí

IRPF 2021 – Imposto de Renda X Mercado Financeiro

No texto de hoje, vamos falar um pouco sobre imposto de renda, porém em uma perspectiva diferente: voltado para o investidor com operações na bolsa. Um assunto que gera muitas dúvidas, mas nada que a Mazzola Contabilidade não possa te ajudar a entender.

            Nós brasileiros tínhamos um histórico de juros elevados, que nos possibilitava ter investimentos com ótima rentabilidade sem grandes esforços em aplicações de renda fixa. No entanto, este cenário vem mudando com a queda da taxa Selic e o descontentamento da população em relação a este panorama, fizeram com que os investidores tivessem que se arriscar no mercado de renda variável.

Contudo, o que muitos não sabem, é a complexidade que essas operações possuem perante o fisco, que necessitam de cálculos mensais, pagamento de guias de IR (DARF), e até mesmo um planejamento tributário.

Todo esse crescimento no mercado financeiro resultou em um aumento na fiscalização da Receita Federal neste quesito, na qual, os investidores podem vir a ter seus CPFs bloqueados e/ou cobrança de impostos retroativos, com multas e juros. Para te ajudar com tudo isso, separamos alguns tópicos importantes sobre o assunto:

  • Obrigatoriedade

Ao contrário do que muitos pensam, toda e qualquer operação ocorrida dentro da bolsa de valores deve ser declarada no imposto de renda, independentemente da duração, valor ou resultado da operação. Além disso, o investimento em bolsa de valores, anula quaisquer isenções previstas. Investiu, tem que declarar!

  • Documentos necessários:

Para a realização do IRPF, precisamos de alguns documentos específicos que são disponibilizados pela corretora:

  1. Nota de Corretagem:

            A nota de corretagem ou nota de negociação se assemelha a uma nota fiscal, ela contém todas as informações necessárias para realização dos cálculos, como: data, título, operação (compra ou venda), quantidade, valor, taxas e emolumentos cobrados.

  • Extrato da Conta Corrente:

Já o extrato, serve para conferência e verificação se todas as notas de corretagem foram enviadas. E seu envio é necessário, pois apenas com ele teremos acesso a informação de proventos recebidos (dividendos, juros sobre capital próprio e rendimento de fundos imobiliários) bem como, taxas de BCT decorrente ao processo de aluguel de ações, participação em processos de abertura de empresa na bolsa, conhecido como IPO e, até mesmo, subscrições exercidas no ano.

  • Cálculo

A responsabilidade é única e exclusiva do investidor (preenchimento e entrega da declaração anual, cálculos mensais, geração e pagamentos de impostos devidos), ou seja, nenhum órgão ou instituição (banco ou corretora) se responsabiliza, ou enviam as informações automaticamente, nem mesmo no informe de rendimento ou nas notas de corretagens.

Frisamos ainda que os cálculos devem ser realizados desde a primeira compra de títulos, e devem ser atualizados a cada nova compra ou venda, pois só assim você saberá o resultado da operação (lucro/prejuízo) – em casos de prejuízos, este pode ser compensado com um lucro futuro e, consequentemente, pagar menos impostos.

  • Imposto

Apesar de não ser de conhecimento de todos, operações em bolsa de valores possui a incidência de imposto sobre o lucro, na qual é aplicado uma alíquota de 20% para operações de Day Trade (operações iniciadas e encerradas no mesmo dia) e 15% em Swing Trade (operações com durações acima de um dia).

Sendo assim, é emitido um DARF com o código 6015 com vencimento para o último dia útil do mês subsequente ao mês da operação. Ressaltamos ainda, que a guia só poderá ser gerada quando o valor for acima de R$ 10,00, caso contrário, deverá ser adicionado nas próximas apurações até que o valor seja igual, ou superior a R$ 10,00.

Como dito anteriormente, essas operações possuem uma certa complexidade que dependem de uma análise e um trabalho minucioso, tanto mensalmente, como anualmente, visto que, possuímos diversas variedades de operações (Day Trade, Swing Trade), ativos e até mesmo, isenção (em caso de opções em ações), por isso conte com o nosso time sempre que for preciso!

Por fim, gostaria de ressaltar que a Receita Federal contém acesso apenas aos lucros obtidos, por conta do imposto retido na nota de corretagem, sendo assim, em caso de notificações por operações em renda variável, procure um de nossos especialistas antes de pagar qualquer guia enviada para possamos realizar as medidas cabíveis!

Curta, comente e compartilhe! Até o próximo post. ☺♥

Redação por: Kethelyn Siqueira, processo Contábil da Mazzola Contabilidade. Graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Paulista.
Revisão por: Daiane Alegro Guido, processo Financeiro da Mazzola Contabilidade. Graduação em Ciências Contábeis pela Anhanguera, e Pós Graduação em Controladoria e Finanças pelo SENAC.

Imposto de Renda 2021: Preciso Declarar?

Entra ano e sai ano, esta é a dúvida que sempre paira sobre os brasileiros:

‘’Eu preciso fazer a minha declaração de Imposto de Renda?’’

Antes de mais nada, importante dizer que nem todos os brasileiros são obrigados a apresentar a declaração à Receita Federal. No post de hoje, selecionamos alguns tópicos que vão ajudar você a entender melhor quem deve ou não declarar o IR.

  1. OBRIGATORIEDADE DO IMPOSTO DE RENDA

De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 2010, de 24 de Fevereiro de 2021, está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício de 2021 a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2020:

  • Recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.559,70;
  • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00;
  • Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
  • Relativamente à atividade rural:

– Obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50; ou

– Pretenda compensar, no ano-calendário de 2020 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2020.

  • Teve, em 31 de Dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00;
  • Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de Dezembro;
  • Optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de Novembro de 2005;
  • Recebeu Auxílio Emergencial para enfrentamento da crise de saúde pública decorrente da doença causada pelo Coronavírus identificado em 2019 (Covid-19), em qualquer valor, e outros rendimentos tributáveis em valor anual superior a R$ 22.847,76 (vinte e dois mil, oitocentos e quarenta e sete reais e setenta e seis centavos), conforme Lei nº 13.982, de 2 de Abril de 2020;
  • O contribuinte que realizou operações em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, também fica obrigado à apresentação da Declaração.
  • ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA

Na lista abaixo, você pode conferir alguns dos critérios que isentam determinadas pessoas de fazer a Declaração do Imposto de Renda:

  • Aquele que não se enquadra em nenhuma das hipóteses indicadas na lista de obrigatoriedade;
  • Aquele que recebeu um salário mensal de até R$ 1.903,98 e não possua outra fonte de renda;
  • Aquele que consta como dependente na Declaração de outra pessoa física e que, nessa Declaração, já estejam informados seus rendimentos, bens e direitos, caso possua;
  • Aquele que teve a posse ou propriedade de bens de direito, quando os bens comuns forem declarados pelo cônjuge ou companheiro, desde que o valor total de seus bens privativos não exceda R$ 300.000,00 em 31 de Dezembro;
  • De acordo com a Lei nº 7.713/88, estão isentos do pagamento do Imposto de Renda os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de doenças, previstas na referida Lei, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma;

E se você se encaixa em algum dos critérios para a entrega do IR 2021, deve estar se perguntando:

‘’Certo! Agora eu sei que devo declarar, mas qual a documentação a ser entregue para que o contador possa fazer a minha declaração?’’

E agora vem a melhor parte:

Preparamos um CHECKLIST com toda a documentação que você precisará. Clique aqui para fazer o download do arquivo.

Agora ficou bem mais fácil, não é mesmo?

Descontrações à parte, a Mazzola Contabilidade possui 47 anos de experiência em Imposto de Renda. Caso você precise de uma assessoria especializada, conte conosco para fazer a sua Declaração com segurança e responsabilidade. Não deixe para última hora!

Para mais informações, acesse o site da Receita Federal. E se ainda ficou com alguma dúvida, não hesite em incluir nos comentários, responderemos com o maior prazer!

Fonte:  Site da Receita Federal (Apresentação – Imposto de Renda 2021 – 24/2/2021)

Redação por: Juliana Marinho Farias, processo Fiscal da Mazzola Contabilidade. Graduação em Ciências Contábeis pela Estácio.
Revisão por: Pedro Paulo Gomes Ribeiro, processo Administração de Pessoal da Mazzola Contabilidade. Bacharel em Linguística, com especialização em Português e Espanhol pela Universidade de São Paulo.

5 Dicas de como reter clientes na crise

Em tempos de crise, poder contar com a fidelidade dos clientes é imprescindível para garantir a sobrevivência de uma empresa.

Sabemos que o momento atual que estamos atravessando gerou um grande impacto para todos. Muitas empresas precisaram se reinventar para sobreviver a esta nova realidade.

Muitas vezes, as empresas têm como foco conquistar novos clientes e se esquecem da importância de fidelizar os seus atuais clientes, e torná-los leais à sua marca.

Em tempos de crise como este, é essencial adotar essa perspectiva, concentrar os esforços nos clientes já conquistados e não abrir espaço para a concorrência.

Mas, afinal, como superar os impactos causados por uma crise econômica?

Para entender isso, separamos 5 dicas para ajudá-lo a reter clientes na crise:

1 – Entenda as necessidades do seu cliente:

Conheça bem o seu cliente. Entenda quais são as suas necessidades e desejos. Quais são as suas expectativas. O que ele espera da sua empresa. Lembrando que cada cliente é único e espera ser tratado como tal;

2 – Seja presente:

Esteja e seja presente. Através de todos os meios possíveis (site, redes sociais, WhatsApp, presencialmente, entre outros). O importante é estar no radar do seu cliente e mostrar que você se preocupa com ele. Uma presença constante agrega valor ao seu serviço, ao mesmo tempo em que expõe os benefícios de se manter fiel à sua empresa;

3 – Use os feedbacks para melhoria:

Estimule a interação dos seus clientes com a sua empresa. Se possível, faça uma pesquisa de satisfação. Permita que eles exponham suas opiniões, apontem falhas, façam reclamações ou sugiram mudanças. Crie canais para que essas informações cheguem até você. E saiba utilizá-las a favor da sua empresa;

4 – Tenha empatia:

Primeiramente, temos que entender que empatia é a ação de se colocar no lugar do outro. Quando falamos em ter empatia com o cliente, queremos dizer que é necessário tratá-lo como você gostaria de ser tratado. Parte da experiência com o cliente está ligada ao fato do consumidor sentir que a pessoa/ empresa que está prestando o atendimento se preocupa e se importa com ele;

5 – Ofereça um atendimento personalizado e de qualidade:

Todos nós gostamos de ser bem tratados, não é mesmo? Você sabia que muitos consumidores param de consumir um determinado produto/serviço de uma empresa devido a experiências ruins com o atendimento? Com base nisso, fica evidente que oferecer um atendimento personalizado e de qualidade é um dos fatores determinantes para o sucesso de um negócio. Além disso, um cliente satisfeito pode abrir caminho para a conquista de outros, já que poderá indicar a sua marca/empresa para outras pessoas.

A retenção de clientes precisa ser o seu principal objetivo se você deseja superar os desafios trazidos por este período de crise.

Para concluir, o segredo é oferecer uma boa experiência, prezando sempre pela agilidade, excelência e personalização.

O que achou das nossas dicas? Você tem alguma outra que não citamos? Deixe seu comentário, compartilhe suas experiências. Vamos nos unir para debater ideias e construir um futuro melhor para todos!

Até o próximo texto! 😉

Redação por: Gisele Rossani, processo Comercial e Marketing da Mazzola Contabilidade. Graduação em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela UNIP de Jundiaí
Revisão por: Pedro Paulo Gomes Ribeiro, processo Administração de Pessoal da Mazzola Contabilidade. Bacharel em Linguística, com especialização em Português e Espanhol pela Universidade de São Paulo.

3 Dicas que você precisa saber sobre o mercado de ações

Quando comecei a comprar ações, não conseguia encontrar informações específicas que me ajudassem a entender as técnicas do mercado financeiro. E, para que vocês não precisem passar pelo mesmo perrengue, resolvi fazer este post para ensinar tudo o que você precisa saber!! 😉

Quando você compra uma ação, você vira ACIONISTA de uma empresa. SIM! Você vira sócio de uma empresa grande, podendo receber até parte de seus lucros. Isso é maravilhoso, não é mesmo?! E se você está pensando que isso deve demandar uma grande quantidade de dinheiro, leia este artigo até o final pois você verá que qualquer pessoa pode sim se tornar investidor neste segmento.

            Para que isso seja possível, a empresa deve estar listada na bolsa de valores – caso tenha dúvidas sobre quais empresas estão na bolsa você pode consultar diretamente do site da B3 por este link: http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/renda-variavel/empresas-listadas.htm.

Em contrapartida, para que você possa realizar essas operações, deverá ter conta em uma Corretora de Valores que disponibilize um home broker – uma plataforma, onde você realiza todas as operações de compra e venda no mercado financeiro – aos seus clientes.

Os papeis das ações, por sua vez, possuem algumas particularidades específicas que você precisa saber antes de começar a investir:

  1. Tipos de ações

Existem dois tipos de ações denominadas: ordinárias e preferenciais.

• Ordinárias (ON) – este papel, garante ao investidor o direito ao voto nas assembleias;

• Preferenciais (PN) – já as ações preferenciais te dão preferência no recebimento de dividendos, porém, sem direito ao voto.

2. Código de negociação

As empresas possuem um código de negociação, ou seja, se você for comprar/vender uma ação da Ambev, por exemplo, você irá digitar em seu home broker ABEV3.– Esses códigos podem ser encontrados no mesmo site da B3 citado acima ↑.

            • Código terminados em 3: ações ON

                        Ex: MRVE3, ABEV3, ARZZ3

• Código terminados em 4, 5 e 6: ações PN

                        Ex: ITUB4, TIET4, BPAC5

• Código terminados em 11: ações unit (composto tanto por ON, como por PN)

                        Ex: SANB11, BPAC 11, TIET11

            Os códigos de negociação sempre vão ter 4 letras + número, como indicado acima. Cada empresa opta qual tipo de ação quer no processo de entrada na bolsa de valores conhecido como IPO.

3. Lotes

As ações são negociadas por lote, conhecido como “lote padrão” são as negociações de 100 em 100 ações. Ou seja, se determinada empresa está valendo R$ 18,50, você poderá comprar múltiplos de 100:

18,50 x 100 = 1.850,00

            18,50  x 500  = 9.250,00

“Mas Kethelyn, você não tinha falado que era acessível para todo mundo? Não tenho tudo isso agora!!!”

Calma! Existe também o “lote fracionário”, onde você pode comprar de 1 a 99 ações. A única diferença entre eles, é que você precisa adicionar a letra F no final do código de negociação. Exemplo: ITUB4F, MRVE3F.

Seguindo o exemplo anterior:

18,50 x 1 = 18,50

            18,50  x 27 = 499,50

Assim conseguimos quebrar aqueles paradigmas de que ações são “caras” e que qualquer pessoa pode tornar-se investidoras com pouco dinheiro.

E você já começou a investir?! Se ficou alguma dúvida entre em contato conosco que estaremos sempre à disposição para ajudar!

Gostaria apenas de deixar claro que todas as ações/códigos citados neste artigo foram utilizados para fins didáticos e não se trata de uma recomendação! Até o próximo post. ☺♥

Redação por: Kethelyn Siqueira, processo Contábil da Mazzola Contabilidade. Graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Paulista.
Revisão por: Daiane Alegro Guido, processo Financeiro da Mazzola Contabilidade. Graduação em Ciências Contábeis pela Anhanguera, e Pós Graduação em Controladoria e Finanças pelo SENAC.

Conteúdos para Empreendedores: Retrospectiva 2020 – Blog.Mazzola

O ano de 2020 está (finalmente rs) chegando ao fim…

E para fechar o ano, selecionamos alguns artigos que foram publicados no decorrer deste ano!

Antes de apresentar os textos, gostaria de agradecer em nome de toda a equipe do Blog.Mazzola, por cada leitor que esteve conosco durante o ano de 2020….que leu nossos textos, comentou, compartilhou nas redes e com os amigos.

Graças a vocês nós continuamos aqui, buscando por temas cada vez mais atuais e que sejam relevantes para o público empreendedor.

Desde o início do blog, nosso objetivo sempre foi o de ajudar empresários e empreendedores com suas empresas.

Somos motivados por novos desafios e pela disseminação de conhecimento. Esperamos ter proporcionado aprendizado, crescimento e desenvolvimento para VOCÊ, leitor!

Agora que já fiz o agradecimento vamos aos textos selecionados para entrar nesse lista de Retrospectiva de 2020? Confira abaixo:

1 – 5 Dicas para divulgar e vender no Instagram

2 – 7 Pontos Essenciais Para Te Ajudar a Começar a Empreender

3 – Liderança no Home Office

4 – Como as ferramentas tecnológicas podem ajudar no seu dia-a-dia!

5 – Entenda a importância de ter a sua empresa no “Google Meu Negócio”

6 – Aprenda como anunciar seus produtos no OLX

7 – 5 Estratégias para ajudar os pequenos negócios a enfrentarem a crise do Covid-19

8 – 7 Dicas para as empresas comerciais impulsionarem suas vendas durante o “Novo Normal”

9 – Você já parou para pensar POR QUE sua empresa existe?

10 – Como tomar decisões racionais diante das incertezas

11 – A importância do backup para as empresas

12 – 5 Dicas para separar os gastos pessoais das contas da empresa

13 – Autoestima e a vida diante do espelho! (Parte I)

**BÔNUS: E-Book Tríada da Magia e Revista Digital

Amamos ter você conosco no ano de 2020, e esperamos continuarmos juntos no ano de 2021!🥰

Desejamos a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!🎄🎅🏻🎁🎆

Um grande abraço de toda a equipe…e até o ano que vem!! 😉

Redação e revisão por: Gisele Rossani, processo Comercial e Marketing da Mazzola Contabilidade. Graduação em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela UNIP de Jundiaí.

Como aplicar a sustentabilidade empresarial dentro da sua empresa?

A sustentabilidade tem sido bastante discutida na atualidade, mas falamos em sustentabilidade empresarial?

Neste artigo, você vai entender como funciona a sustentabilidade empresarial e como aplicá-la dentro da sua empresa.

Primeiramente, vamos entender o que é sustentabilidade. Ela nada mais é que a preservação de um recurso ou sistema. O conceito está relacionado a como se deve operar em todos os aspectos relacionados à natureza, de modo a alcançar o chamado desenvolvimento sustentável.

O desenvolvimento sustentável visa proteger o planeta e atender a carência humana. Isso significa que os recursos naturais utilizados de forma sustentável sempre existirão, e também poderão ser usufruídos pelas gerações futuras.

Agora que explicamos o que é sustentabilidade, podemos falar sobre sustentabilidade empresarial. Ela pode ser definida como as práticas que uma empresa adota, tendo em vista o seu desenvolvimento.

Com o aumento da compreensão da sociedade em relação à ambiência, cresce também a demanda por serviços e produtos com menor impacto no meio social. Cada vez mais, os consumidores buscam produtos e serviços condizentes com a conceituação de desenvolvimento sustentável empresarial.

Nos últimos anos, os consumidores têm se mostrado mais exigentes na hora de selecionar os produtos que irão utilizar no seu cotidiano. Buscar e praticar a sustentabilidade são ações importantes para que a sua empresa tenha uma boa imagem perante esses consumidores.

A sustentabilidade empresarial trará mais credibilidade para o seu negócio, além de alavancar o crescimento da sua empresa.

Mas não se engane, os consumidores não procuram por empresas que têm atitudes falsas e superficiais. A empresa precisa ter adotado as práticas sustentáveis e obtido resultados verdadeiros e significativos.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Ele é uma importante ferramenta de análise e comparação de empresas com ações na Bolsa de Valores. A finalidade é mostrar aos investidores como essas empresas adotam práticas de desenvolvimento sustentável.

E então, gostou? Quer saber como colocar isso em prática? Venha conosco.

Afinal, por que a sustentabilidade empresarial é tão importante?

Sabemos que, nos dias de hoje, a tendência do consumo é procurar por produtos veganos e cruelty-free. Assim, inovar no mercado de sustentabilidade trará novos clientes, evitando que a empresa fique para trás neste mercado tão promissor.

O veganismo é uma prática que se caracteriza por evitar o uso de produtos derivados de animais, seja na alimentação ou no vestuário.

Cruelty-free é uma prática que consiste em não fazer testes em animais.

Aqui vão algumas dicas de como você pode inserir a sustentabilidade no seu local de trabalho:

  • Diminuir o índice de impressões;
  • Diminuir o uso de copos descartáveis;
  • Desenvolver práticas de produção para garantir a segurança dos colaboradores no ambiente de trabalho;
  • Economizar água;
  • Produzir commodities e prestar serviços que não coloquem em risco a saúde física e mental dos clientes;
  • Economizar energia elétrica;
  • Cumprir as leis trabalhistas do país;
  • Separar os lixos corretamente; 
  • Usar sacos de lixo biodegradáveis;
  • Não empregar trabalho infantil, forçado ou escravo em nenhuma circunstância;
  • Enfatizar sempre a importância da saúde física e mental dos colaboradores.

De fato, para implantar a política da sustentabilidade dentro da sua empresa, será necessário elaborar um plano estratégico, montando ações com a equipe e evidenciando a política que a empresa deseja seguir. Conscientize sua equipe e domine o conhecimento, promova treinamentos e viabilize projetos educacionais.

Um local de trabalho que já está passando por um processo de transição para se tornar uma empresa mais sustentável, deve sempre ressaltar a importância da saúde física e mental dos colaboradores.

Aqui na Mazzola Contabilidade, adotamos algumas práticas sustentáveis em nosso cotidiano, tais como, reciclagem do lixo de maneira seletiva, uso de uma segunda tela para auxiliar na rotina de trabalho dos colaboradores e descarte correto de pilhas, papel e eletrônicos, de modo a auxiliar na reciclagem desses materiais. Além disso, adotamos o uso de canecas individuais, a fim de diminuir a utilização de copos descartáveis.

No ano de 2017, nosso índice de impressões atingiu a marca de 135.671 páginas, e neste ano de 2020 conseguimos reduzir para apenas 21.740.

Estas são apenas algumas medidas que implantamos aqui, mas há diversas outras que podem ser implementadas para contribuir com o meio ambiente.

Consideramos que através de comportamentos e hábitos em pequena escala, podemos contribuir para um mundo melhor! 🤗⠀


E então, gostou do artigo?

Quais atividades sustentáveis sua empresa pratica? Compartilhe conosco nos comentários!

Redação por: Ângela Teles, processo Administrativo da Mazzola Contabilidade, cursando Ciências Contábeis pelo Anchieta.
Revisão por: Pedro Paulo Gomes Ribeiro, processo Administração de Pessoal da Mazzola Contabilidade. Bacharel em Linguística, com especialização em Português e Espanhol pela Universidade de São Paulo.

3 Pilares para a Constituição de uma Holding Familiar

Meu caro leitor, hoje iremos desenvolver o tema chamado Holding Familiar. Antes de falar das vantagens deste tipo empresarial, vamos conceituá-lo como sendo um tipo societário em que o conjunto de bens de uma ou mais pessoas físicas de uma mesma família é utilizado para constituir uma empresa. Também é conhecido como Administradora de Bens Imóveis de uma família.

Se você tem vários bens no seu nome como pessoa física e tem medo de perdê-los por uma demanda judicial ou disputa familiar, ou estima que está pagando muito imposto no recebimento de aluguéis, ou ainda acredita que o inventário será motivo de grandes discussões familiares, a nossa sugestão é pensar na constituição de uma empresa Administradora de Bens.

Na sequência, iremos falar dos Três Pilares fundamentais para a constituição desta empresa:

O Primeiro Pilar é o Planejamento Tributário, mas antes de falar no que podemos praticar no tema, vamos conceituá-lo como sendo todas as formas legais para redução da carga tributária de uma empresa, processo também conhecido como Elisão Fiscal. E no sentido oposto disso, temos a Evasão Fiscal, prática que designa todas as formas ilegais de redução da carga tributária. Como exemplo clássico dessa prática, podemos citar a Sonegação Fiscal.

As Holdings Familiares são constituídas com fundamento basilar da elisão fiscal, ou seja, partem do pressuposto de que os bens dos sócios estão figurados no Capital Social da empresa e que os lucros distribuídos seguem as regras definidas no Contrato Social da empresa em questão.

A tributação nos rendimentos dos aluguéis é um grande exemplo de economia financeira. Haja vista que na pessoa física a alíquota pode chegar a 27,5%. Ao ser comparado ao valor de 11,33% na Holding Familiar, temos uma economia muito grande.

Como os impostos incidentes nas operações da empresa são menores, os lucros distribuídos também o são. E finalizando este pilar, salientamos que os lucros distribuídos aos sócios também são isentos de imposto de renda na sua pessoa física.

O Segundo Pilar é a Blindagem Patrimonial. Como o próprio nome diz, o objetivo desta operação é proteger o patrimônio da pessoa física de demandas externas, como disputas judiciais, trabalhistas, processos de divórcio, separações judiciais ou até demandas de união estável fora do seu casamento. Logo, a constituição de uma Holding Familiar poderá auxiliá-lo neste quesito.

Lembrando que, caso seja comprovado que houve algum ato ilícito, configurado pela evasão fiscal, os sócios irão responder pelo seu patrimônio independentemente da criação da Holding Familiar.

E por último, iremos falar do Terceiro Pilar, que é o Planejamento Sucessório, tema extremamente desgastante nas famílias que detêm patrimônio. Com a constituição de uma Holding Familiar, a sucessão familiar poderá ser feita de forma mais amena, uma vez que muita coisa já estará decidida no Contrato Social da empresa. O inventário ficará mais tranquilo e até poderá deixar de existir se os genitores fizerem em vida a doação de suas cotas aos sucessores, lembrando que poderão fazer a utilização do instituto do usufruto.

Concluindo, vemos que o intuito da constituição de uma Holding Familiar é deixar o patrimônio das pessoas físicas protegido, pagando a menor quantidade possível de tributos e evitando eventuais conflitos na sucessão familiar.

Vale também destacar que o sucesso da Holding Familiar, como de qualquer empresa, vai depender das ações que os sócios colocarem em prática na administração do negócio.

É fundamental que eles utilizem todas as formas de gestão, seja financeira, orçamentária ou estratégica.

Se houve interesse pelo tema, nós da Mazzola Contabilidade estamos prontos para oferecer um planejamento estratégico para a constituição da sua Holding Familiar. Caso queira falar mais sobre o assunto, estamos à disposição. E deixe aqui nos comentários alguma questão ou sugestão que poderemos utilizar para trocar novas experiências sobre o tema.

Redação por: Leonardo Mazzola, Empresário Contábil, Advogado e Professor Universitário. Pós-graduado em Contabilidade, Controladoria e Auditoria pela PUC-Campinas.
Revisão por: Pedro Paulo Gomes Ribeiro, processo Administração de Pessoal da Mazzola Contabilidade. Bacharel em Linguística, com especialização em Português e Espanhol pela Universidade de São Paulo.